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Índia quer carros flex, apesar da meta de eletrificação em 2030

Índia quer carros flex, apesar da meta de eletrificação em 2030

29/03/2021 07:25:00

Além do Brasil, outro país quer usar carros que podem ser abastecidos tanto com gasolina quanto com etanol para compor parte de sua frota nacional. A Índia deseja ter motores flex para ajudar a combater a poluição no país.

O Ministro da União para Transporte Rodoviário e Rodovias, Nitin Gadkari, citou Brasil, Estados Unidos e Canadá como países onde circulam carros que usam mais de um combustível em seus tanques.

Gadkari disse: "Peço a todos da indústria automobilística que cooperem conosco para trazer motores flex como nos EUA, Brasil e Canadá". A ideia é usar etanol, embora eles também considerem o metanol, gerado pelo milho.

A Índia tem uma boa produção desse vegetal e também de cana-de-açúcar. Mas, para ter tais motores, não bastará apenas um novo sensor de composição de combustível e programação adequada da unidade de controle eletrônico (ECU, na sigla em inglês).

Motores flex possuem outras peças que foram modificadas para resistir à corrosão com o uso do álcool. Para a Índia, o lado bom dessa história é que o Brasil tem sua cadeia produtiva apoiado nos carros flex e enviar isso para lá será um ganho para o país.

Carros elétricos

Visando baixar as emissões, a Índia parece mudar de direção após anunciar que acompanharia a Europa na eletrificação plena em 2030. Alguns setores no país asiático indicam que não conseguiram atingir a meta de proibir as vendas de carros a gasolina e diesel no final da década.

Se de fato o governo de Nova Déli aceitar esta justificativa, o motor flex surge como "salvação da lavoura" em tempos tardios do motor a combustão, mas isso também ajudará quem hoje está em cima do muro.

Com Índia e Brasil de mãos dadas, a eletrificação tenderá a ser retardada nessas regiões de "baixo custo", apoiada na indústria do etanol.

 

 

Fonte: Notícias automotivas