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Plano prevê R$ 142 bilhões para biocombustíveis

Plano prevê R$ 142 bilhões para biocombustíveis

O estudo indica que a capacidade autorizada e em autorização pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) garante o atendimento da demanda mandatória até 2029 e que o alcance da meta em 2036 exigirá cerca de 8,5 milhões de metros cúbicos diários de capacidade adicional.

Combustíveis sustentáveis e inovações do setor

Com o início da fase obrigatória do Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional (CORSIA, sigla em inglês) e das metas do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) em 2027, os projetos de SAF anunciados no País deverão produzir 1,7 bilhão de litros por ano a partir de 2030 e 3,6 bilhões de litros em 2036. Entre 2027 e 2036, esses projetos atendem, em média, 76% das metas de redução de emissões definidas pelo CORSIA e pelo ProBioQAV. O caderno estima ainda uma produção de 850 milhões de litros de diesel verde em 2036.

No transporte aquaviário, as metas da Organização Marítima Internacional (IMO) e o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Navegação (PNCSN), lançado em abril de 2026, abrem espaço para o biodiesel no curto prazo, e para o etanol, o metanol, a amônia e o hidrogênio no médio e longo prazos.

Inovações e investimentos em biocombustíveis

O estudo destaca o potencial do BECCS no Brasil: a fermentação alcoólica gerou 26,5 milhões de toneladas de CO₂ biogênico de alta pureza em 2025, volume que pode chegar a 38,4 milhões de toneladas em 2036. O caderno também analisa as oportunidades abertas pelo marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono para rotas baseadas em biomassa, biogás e biometano, além das perspectivas para os combustíveis sintéticos.

Os investimentos estimados para o setor somam R$ 142 bilhões entre 2027 e 2036, com destaque para os projetos de SAF e diesel verde (R$ 39,0 bilhões), biometano (R$ 31,1 bilhões), etanol de milho e outros cereais (R$ 25,3 bilhões) e formação de canaviais (R$ 24,1 bilhões).

Consulta Pública do PDE 2036

A Consulta Pública do PDE 2036 está aberta até 6 de novembro de 2026. Interessados podem consultar os estudos e encaminhar contribuições para o aprimoramento do planejamento energético nacional. As contribuições à consulta podem ser enviadas pela página de Consultas Públicas do MME ou pela plataforma Brasil Participativo.

​​O Caderno de Biocombustíveis e Combustíveis Sintéticos e os demais materiais do plano podem ser acessados na página do PDE 2036 no site da EPE, do Ministério de Minas e Energia.

Fonte: JornalCana

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