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Logística desafia a expansão do etanol de milho

Logística desafia a expansão do etanol de milho

O avanço do etanol de milho no Brasil coloca a logística e a abertura de novos mercados entre os principais desafios do setor. Com a produção do Centro-Oeste projetada em 12 bilhões de litros, o escoamento até os grandes centros consumidores exige investimentos em infraestrutura, maior competitividade tributária e novas estratégias comerciais.

O tema foi debatido no webinar JornalCana 360 Live – “Gargalos e Oportunidades no Escoamento dos 12 Bilhões de Litros do Etanol de Milho”, com a participação de Wellington Andrade, diretor executivo do BIOIND-MT, e Martinho Seiti Ono, CEO da SCA Brasil.

Custo logístico e desafios tributários

Segundo Wellington Andrade, Mato Grosso deve produzir 8,4 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, dos quais aproximadamente 7,3 bilhões de litros correspondem ao etanol de milho. A produção total do estado, que era de 1,2 bilhão de litros em 2016/17, cresceu com a entrada das usinas de milho.

O aumento da oferta, porém, amplia o desafio de transportar o combustível para regiões com maior consumo. De acordo com levantamento apresentado por Andrade, o custo logístico do escoamento do etanol mato-grossense somou R$ 2,8 bilhões em 2025/26. No mesmo período, o frete rodoviário até Paulínia (SP) teve custo médio de R$ 480 por metro cúbico.

O executivo também destacou que os benefícios fiscais concedidos ao setor no estado, estimados em R$ 1,9 bilhão, não foram suficientes para compensar as despesas logísticas.

Para Martinho Seiti Ono, a competitividade do etanol hidratado depende principalmente de dois fatores: logística e tributação. O predomínio do transporte rodoviário e as diferenças de ICMS entre os estados dificultam o acesso a mercados consumidores e reduzem a capacidade de competir com a gasolina.

Fonte: JornalCana

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