Açúcar bruto atinge máxima de 18 meses na ICE por preocupações com safras
Operadores afirmaram que o mercado foi sustentado por preocupações de que vários produtores importantes possam registrar uma queda na produção na safra 2026/27, incluindo Índia, Tailândia e União Europeia.
Eles observaram, no entanto, que a oferta está ampla no momento. A entrega referente ao contrato de outubro, que foi a maior de 2026, foi vista como um fator de baixa, reforçando a percepção de que o mercado está bem abastecido no momento.
O vencimento registrou entregas de 1,45 milhão de toneladas, tendo a brasileira BTG Pactual Commodities como principal fornecedora e a empresa asiática Wilmar como única receptora do açúcar, segundo os corretores.
Esperava-se que parte do açúcar fosse destinada à Indonésia, onde a produção de cana-de-açúcar caiu significativamente este ano devido ao fenômeno climático El Niño.
No Brasil, a produção de açúcar caiu 41,6% na primeira quinzena de setembro, segundo o governo, à medida que as chuvas continuam a atrapalhar o trabalho no campo.
Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco subiu 0,2%, para US$ 507,30 por tonelada.
Nigel Hunt e Marcelo Teixeira
Fonte: NovaCana — Notícias




